Fotos e fatos

Terremoto na Itália

Por EFE Brasil, EFE Multimedia, Atualizado: 29/05/2012.

Série de terremotos no norte da Itália causa mortes.

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Roma, 29 mai (EFE).- Pelo menos 16 pessoas morreram e 200 ficaram feridas na Itália, enquanto sete estão desaparecidas e outras oito mil foram evacuadas devido à série de terremotos que sacudiu nesta terça-feira a região de Emilia Romanha, no nordeste do país.

Este é o último balanço de vítimas divulgado pelo chefe de Defesa Civil da Itália, Franco Gabrielli, durante seu discurso em um programa da televisão pública italiana. Segundo ele, ainda há uma pessoa desaparecida.

Os sismos aconteceram na província de Modena, a mesma área onde houve o terremoto do último dia 20 de maio, que causou sete mortes e deixou cerca de 6 mil desabrigados.

O primeiro terremoto foi registrado às 9h locais (4h de Brasília) e pôde ser sentido em todo o norte e centro da Itália.

Após este primeiro sismo, a terra seguiu tremendo no norte do país, com numerosas réplicas durante todo o dia, entre elas uma de 5,3 graus por volta das 13h locais (8h de Brasília) mantendo em vigília a população, enquanto as equipes de resgate buscam os desaparecidos entre os escombros.

Por sua parte, as autoridades disponibilizaram novos espaços para alojar os cerca de 14 mil desabrigados - entre os tremores de hoje e do último dia 20 - habilitando estruturas hoteleiras, além de acampamentos.

Entre os mortos estão um marroquino e um indiano, que perderam a vida na localidade de San Felice sul Panaro após o desabamento de uma empresa de construção civil na qual trabalhavam e um técnico italiano, que estava na fábrica exatamente para comprovar sua estabilidade.

Outras duas pessoas morreram no desmoronamento em outra fábrica, que retomou sua atividade hoje depois de ter sido declarada segura após o terremoto de 20 de maio, no município de Mirandola, enquanto um idoso morreu ao ser atingido por uma cornija em Concordia; outra vítima mortal foi registrada em Finale Emilia, também no desabamento de sua casa.

Por outro lado, o pároco de Rovereto di Novi faleceu depois que foi atingido por uma viga que se desprendeu durante uma das réplicas registradas ao longo do dia, enquanto tentava salvar uma pequena estátua situada no interior do templo.

Por precaução, as repartições públicas e colégios nas áreas próximas ao epicentro dos movimentos telúricos foram evacuados assim como as fábricas, entre elas as da Ferrari, Lamborghini e Ducati, situadas perto de Modena e Bolonha.

Os sismos provocaram ainda numerosos danos materiais com desabamentos em importantes edifícios históricos, que já tinham sido afetados pelo terremoto de nove dias atrás.

Enquanto ainda se desconhece o alcance total dos danos já surgiram as primeiras críticas pela decisão das autoridades de autorizar o acesso a escolas, casas e empresas, após o terremoto do dia 20.

A secretária do sindicato de base CGIL, Susanna Camusso, insistiu que várias vítimas do terremoto de hoje são trabalhadores que se encontravam nas fábricas o que, segundo disse, 'faz pensar que não se asseguraram as estruturas de forma correta antes de permitir que as pessoas voltassem ao trabalho'.

Preocupam também as consequências econômicas dos destroços provocados pelos sismos. A associação de Agricultores Coldiretti cifrou os danos no setor agrícola de Emilia Romanha em 500 milhões de euros, enquanto o presidente da patronal Confindustria, Giorgio Squinzi, falou de 'danos ingentes' em uma das regiões mais industrializadas de Itália.

O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, discursou à imprensa após o tremor registrado no começo da manhã para garantir que 'fará todo o possível e o mais rápido possível' para levar ajuda aos cidadãos, e se mostrou convencido de que 'este momento será superado'.

Também discursaram ao Parlamento para explicar as consequências do desastre e dar dados sobre o número de vítimas, o titular para as Relações com o Parlamento, Piero Giarda, e o subsecretário do governo, Antonio Catricalà, que anunciou que o Executivo abordará amanhã em um Conselho de Ministros medidas urgentes para fazer frente à situação.

Catricalà explicou, além disso, que o governo deve declarar luto nacional no próximo dia 4 de junho.

Além disso, assinalou que os especialistas cogitam a hipótese de que o tremor de 5,8 graus registrado hoje não seja uma réplica de assentamento do terremoto de 20 de maio, mas um novo sismo, e frisou que ainda não dispõem dos elementos necessários para poder determinar se ambos foram originados na mesma falha.

terça 29 maio 2012 15:51 , em Fotos e fatos


ENERGIA EÓLICA

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Como funciona a energia eólica

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por Julia Layton - traduzido por HowStuffWorks Brasil


Introdução

 
Pode ser difícil considerá-lo assim, mas o ar é um fluido como qualquer outro, exceto que suas partículas estão na forma gasosa em vez de líquida. Quando o ar se move rapidamente, na forma de vento, essas partículas também movem-se rapidamente. Esse movimento significa energia cinética, que pode ser capturada como a energia da água em movimento é capturada por uma turbina em umausina hidrelétrica. No caso de uma turbina eólica, as pás da turbina são projetadas para capturar a energia cinética contida no vento. O resto é praticamente idêntico ao que ocorre em uma hidrelétrica: quando as pás da turbina capturam a energia do vento e começam a se mover, elas giram um eixo que une o cubo do rotor a um gerador. O gerador transforma essa energia rotacional em eletricidade. Fundamentalmente, gerar eletricidade a partir do vento é só uma questão de transferir energia de um meio para outro. 
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Toda a energia eólica começa com o sol. Quando o sol aquece uma determinada área de terra, o ar ao redor dessa massa de terra absorve parte desse calor. A uma certa temperatura, esse ar mais quente começa a se elevar muito rapidamente, pois um determinado volume de ar quente é mais leve do que um volume igual de ar mais frio. As partículas de ar que se movem mais rápido (mais quentes) exercem uma pressão maior do que as partículas que se movem mais devagar, de modo que são necessárias menos delas para manter a pressão normal do ar em uma determinada elevação (veja Como funcionam os balões de ar quente para aprender mais sobre a temperatura e pressão do ar). Quando este ar quente mais leve se eleva subitamente, o ar mais frio flui rapidamente para preencher o espaço vazio deixado. Este ar que velozmente preenche o espaço vazio é o vento. Se você colocar um objeto - como uma pá de rotor - no caminho desse vento, o vento irá empurrá-la, transferindo parte de sua própria energia de movimento para a pá. É assim que uma turbina eólica captura a energia do vento. A mesma coisa acontece com um barco à vela. Quando o ar se move empurrando a barreira da vela, faz o barco se mover. O vento transferiu sua própria energia de movimento para o barco à vela.

A turbina de energia eólica mais simples possível consiste em três partes fundamentais:

  • pás do rotor: as pás são, basicamente, as velas do sistema. Em sua forma mais simples, atuam como barreiras para o vento (projetos de pás mais modernas vão além do método de barreira). Quando o vento força as pás a se mover, transfere parte de sua energia para o rotor;
  • eixo: o eixo da turbina eólica é conectado ao cubo do rotor. Quando o rotor gira, o eixo gira junto. Desse modo, o rotor transfere sua energia mecânica rotacional para o eixo, que está conectado a um gerador elétrico na outra extremidade;
  • gerador: na essência, um gerador é um dispositivo bastante simples, que usa as propriedades daindução eletromagnética para produzir tensão elétrica - uma diferença de potencial elétrico. A tensão é, essencialmente, "pressão" elétrica: ela é a força que move a eletricidade ou corrente elétrica de um ponto para outro. Assim, a geração de tensão é, de fato, geração de corrente. Um gerador simples consiste em ímãs e um condutor. O condutor é um fio enrolado na forma de bobina. Dentro do gerador, o eixo se conecta a um conjunto de imãs permanentes que circunda a bobina. Na indução eletromagnética, se você tem um condutor circundado por imãs e uma dessas partes estiver girando em relação à outra, estará induzindo tensão no condutor. Quando o rotor gira o eixo, este gira o conjunto de imãs que, por sua vez, gera tensão na bobina. Essa tensão induz a circulação de corrente elétrica (geralmente corrente alternada) através das linhas de energia elétrica para distribuição. Veja Como funcionam os eletroimãs para aprender mais sobre a indução eletromagnética e Como funcionam as usinas hidrelétricas para aprender mais sobre geradores acionados a turbina.

Observe que até agora vimos um sistema simplificado, porém veremos a moderna tecnologia que você encontra em fazendas eólicas e quintais de propriedades rurais de hoje. Ela é um pouco mais complexa, mas os princípios fundamentais são os mesmos.

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História da energia eólica
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Foto cedida por GNU.org / Michael Reeve
Moinho de vento Pitstone, que se acredita ser o mais antigo moinho de vento das Ilhas Britânicas
Já há quatro milênios as pessoas usavam a energia eólica na forma de barcos à vela no Egito. As velas capturavam a energia no vento para empurrar um barco ao longo da água. Os primeiros moinhos de vento, usados para moer grãos, surgiram entre 2 mil a.C., na antiga Babilônia, e 200 a.C. na antiga Pérsia, dependendo de para quem se pergunta. Estes primeiros dispositivos consistiam em uma ou mais vigas de madeira montadas verticalmente, e em cuja base havia uma pedra de rebolo fixada ao eixo rotativo que girava com o vento. O conceito de se usar a energia do vento para moer grãos se espalhou rapidamente ao longo do Oriente Médio e foi largamente utilizado antes que o primeiro moinho de vento aparecesse na Europa. No início do século XI d.C., os cruzados europeus levaram o conceito para casa e surgiu o moinho de vento do tipo holandês com o qual estamos familiarizados.

O desenvolvimento da tecnologia da energia eólica moderna e suas aplicações estavam bem encaminhados por volta de 1930, quando estimados 600 mil moinhos de vento abasteciam áreas rurais com eletricidade e serviços de bombeamento de água. Assim que a distribuição de eletricidade em larga escala se espalhou para as fazendas e cidades do interior, o uso de energia eólica nos Estados Unidos começou a decrescer, mas reviveu depois da escassez de petróleo no início dos anos 70. Nos últimos 30 anos, a pesquisa e o desenvolvimento variaram com o interesse e incentivos fiscais do governo federal. Em meados dos anos 80, as turbinas eólicas tinham uma capacidade nominal máxima de 150 kW. Em 2006, as turbinas em escala de geração pública comercial têm potência nominal comumente acima de 1 MW e estão disponíveis em capacidades de até 4 MW.

A moderna tecnologia de geração eólica

Quando se trata de turbinas eólicas modernas, há dois projetos principais: as de eixo horizontal e as de eixo vertical. Turbinas eólicas de eixo vertical (TEEVs) são bastante raras. A única em produção comercial atualmente é a turbina Darrieus, que se parece um pouco com uma batedeira de ovos.
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Fotos cedidas por NREL (esquerda) e Solwind Ltd
Turbinas eólicas de eixo vertical; a da esquerda é uma turbina Darrieus

Em uma TEEV, o eixo é montado na vertical, perpendicular ao solo. Como as TEEVs estão permanentemente alinhadas com o vento (ao contrário das de eixo horizontal), nenhum ajuste é necessário quando a direção do vento muda. Entretanto, uma TEEV não pode começar a se mover por si mesma: ela precisa de um impulso de seu sistema elétrico para dar partida. Em vez de uma torre, ela geralmente usa cabos de amarração para sustentação, pois assim a elevação do rotor é menor. Como menor elevação significa menor velocidade do vento devido à interferência do solo, as TEEVs geralmente são menos eficientes que as TEEHs. Como vantagem, todos os equipamentos se encontram ao nível do solo para facilidade de instalação e serviços. Mas isso significa uma área de base maior para a turbina, o que é uma grande desvantagem em áreas de cultivo.


TEEV de projeto Darrieus

As TEEVs podem ser usadas para turbinas de pequena escala e para o bombeamento de água em áreas rurais, mas todas as turbinas de escala de geração pública produzidas comercialmente são turbinas eólicas de eixo horizontal (TEEHs).

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Foto cedida por GNU / Kit Conn
Fazenda eólica na Califórnia

Como o nome indica, o eixo da TEEH é montado horizontalmente, paralelo ao solo. As TEEHs precisam se alinhar constantemente com o vento, usando um mecanismo de ajuste. O sistema de ajuste padrão consiste de motores elétricos e caixas de engrenagens que movem todo o rotor para a esquerda ou direita em pequenos incrementos. O controlador eletrônico da turbina lê a posição de um dispositivo cata-vento (mecânico ou eletrônico) e ajusta a posição do rotor para capturar o máximo de energia eólica disponível. As TEEHs usam uma torre para elevar os componentes da turbina a uma altura ideal para a velocidade do vento (e para que as pás possam ficar longe do solo) e ocupam muito pouco espaço no solo, já que todos os componentes estão a até 80 metros de altura.

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Componentes de uma grande TEEH:

  • pás do rotor: capturam a energia do vento e a convertem em energia rotacional no eixo;
  • eixo: transfere a energia rotacional para o gerador;
  • nacele: é a carcaça que abriga:
    • caixa de engrenagens: aumenta a velocidade do eixo entre o cubo do rotor e o gerador;
    • gerador: usa a energia rotacional do eixo para gerar eletricidade usandoeletromagnetismo;
    • unidade de controle eletrônico (não mostrada): monitora o sistema, desliga a turbina em caso de mau funcionamento e controla o mecanismo de ajuste para alinhamento da turbina com o vento;
    • controlador (não mostrado): move o rotor para alinhá-lo com a direção do vento;
    • freios: detêm a rotação do eixo em caso de sobrecarga de energia ou falha no sistema.
  • torre: sustenta o rotor e a nacele, além de erguer todo o conjunto a uma altura onde as pás possam girar com segurança e distantes do solo;
  • equipamentos elétricos: transmitem a eletricidade do gerador através da torre e controlam os diversos elementos de segurança da turbina.
Do início ao fim, o processo de geração de eletricidade a partir do vento e distribuição de eletricidade para os consumidores se parece com isto:

 

Ao contrário do antigo projeto de moinho de vento holandês, que dependia muito da força do vento para colocar as pás em movimento, as turbinas modernas usam princípios aerodinâmicos mais sofisticados para capturar a energia do vento com mais eficácia. As duas forças aerodinâmicas principais que atuam sobre os rotores da turbina eólica são o empuxo, que atua perpendicularmente ao fluxo do vento, e o arrasto, que atua paralelamente ao fluxo do vento.

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As pás da turbina têm uma forma parecida com asas de avião: elas usam um desenho de aerofólio. Em um aerofólio, uma das superfícies da pá é um pouco arredondada, enquanto a outra é relativamente plana. O empuxo é um fenômeno bastante complexo e pode de fato exigir pós-graduação em matemática ou física para ser completamente entendido. Mas, simplificando, quando o vento se desloca sobre uma face arredondada e a favor da pá, ele precisa se mover mais rápido para atingir a outra extremidade da pá a tempo de encontrar o vento que se desloca ao longo da face plana e contra a pá (voltada na direção de onde sopra o vento). Como o ar que se move mais rápido tende a se elevar na atmosfera, a superfície curvada e contra o vento gera um bolsão de baixa pressão acima dela. A área de baixa pressão puxa a pá na direção a favor do vento, um efeito conhecido como "empuxo". Na dirreção contra o vento da pá, o vento se move mais devagar e cria uma área de pressão mais elevada que empurra a pá, tentando diminuir sua velocidade. Como no desenho de uma asa de avião, uma alta relação de empuxo/arrasto é essencial no projeto de uma pá de turbina eficiente. As pás da turbina são torcidas, de modo que elas possam sempre apresentar um ângulo que tire vantagem da relação ideal da força de empuxo/arrasto. Veja Como funciona o avião para aprender mais sobre empuxo, arrasto e a aerodinâmica de um aerofólio.

A aerodinâmica não é a única consideração de projeto em jogo na criação de uma turbina eólica eficaz. Otamanho importa: quanto maiores as pás da turbina (e, portanto, quanto maior o diâmetro do rotor), mais energia uma turbina pode capturar do vento e maior a capacidade de geração de energia elétrica. Falando de modo geral, dobrar o diâmetro do rotor quadruplica a produção de energia. Em alguns casos, entretanto, em uma área de menor velocidade do vento, um rotor de menor diâmetro pode acabar produzindo mais energia do que um rotor maior. Isso ocorre porque uma estrutura menor consome menos energia do vento para girar o gerador menor, de modo que a turbina pode operar a plena capacidade quase o tempo todo. A altura da torre também é um fator importante na capacidade de produção. Quanto mais alta a turbina, mais energia ela pode capturar, visto que a velocidade do vento aumenta com a altura (o atrito com o solo e os objetos ao nível do solo interrompem o fluxo do vento). Os cientistas estimam um aumento de 12% na velocidade do vento cada vez que se dobra a elevação.

Para calcular a real quantidade de potência que uma turbina pode gerar a partir do vento, você precisa conhecer a velocidade do vento no local da turbina e a capacidade nominal da turbina. A maioria das turbinas grandes produz sua potência máxima com velocidades do vento ao redor de 15 m/s (54 km/h). Considerando velocidades do vento estáveis, é o diâmetro do rotor que determina a quantidade de energia que uma turbina pode gerar. Tenha em mente que, à medida que o diâmetro de um rotor aumenta, a altura da torre também aumenta, o que significa maior acesso a ventos mais rápidos.

Tamanho do rotor e geração máxima de potência
Diâmetro do rotor (metros)
Geração de potência (kW)
10
25
17
100
27
225
33
300
40
500
44
600
48
750
54
1000
64
1500
72
2000
80
2500
Fontes: Associação Dinamarquesa da Indústria Eólica, Associação Americana de Energia Eólica

A 54 km/h, a maioria das grandes turbinas gera sua capacidade nominal de potência, e a 72 km/h (20 m/s), a maioria das grandes turbinas se desliga. Existem diversos sistemas de segurança que podem desligar a turbina se a velocidade do vento ameaçar a estrutura, incluindo um simples sensor de vibração usado em algumas turbinas, que consiste basicamente de uma esfera metálica presa a uma corrente e equilibrada sobre um minúsculo pedestal. Se a turbina começar a vibrar acima de um certo limite, a esfera cai do pedestal e puxa a corrente, ativando o mecanismo de desligamento.

Provavelmente, o sistema de segurança mais comumente ativado em uma turbina é o sistema de "frenagem", que é ativado por velocidades do vento acima do limite. Esse arranjo usa um sistema de controle de potência que, essencialmente, aciona os freios quando a velocidade do vento se eleva em demasia e depois "libera os freios" quando o vento diminui abaixo de 72 km/h. Os modernos projetos de grandes turbinas usam diversos tipos diferentes de sistemas de frenagem.

  • Controle de passo: o controlador eletrônico da turbina monitora a geração de potência. Com velocidades do vento acima de 72 km/h, a geração de potência será excessiva, a ponto de o controlador ordenar que as pás alterem seu passo de modo que fiquem desalinhadas com o vento. Isto diminui a rotação das pás. Os sistemas de controle de passo requerem que o ângulo de montagem das pás (no rotor) seja ajustável.
  • Controle passivo de perda de eficiência aerodinâmica: as pás são montadas no rotor em um ângulo fixo, mas são projetadas de modo que a torção das próprias pás aplique a frenagem quando o vento for excessivo. As pás estão dispostas em ângulo, assim os ventos acima de uma certa velocidade causarão turbulência no lado contrário da pá, induzindo à perda da eficiência aerodinâmica. Em termos simples, a perda da eficiência aerodinâmica ocorre quando o ângulo da pá voltado para a chegada do vento se torna tão acentuado que começa a eliminar a força de empuxo, diminuindo a velocidade das pás.
  • Controle ativo de perda de eficiência aerodinâmica: as pás neste tipo de sistema de controle de potência possuem passo variável, como as pás do sistema de controle de passo. Um sistema ativo de perda de eficiência aerodinâmica lê a geração de potência do mesmo modo que um sistema de passo controlado, mas em vez de mudar o passo das pás para desalinhá-las com o vento, ele as altera para gerar perda de eficiência aerodinâmica.
Veja Petester's Basic Aerodynamics (em inglês) para uma excelente explicação de empuxo e perda de eficiência aerodinâmica.

Globalmente, pelo menos 50 mil turbinas eólicas geram um total de 50 bilhões de quilowatt-hora (kWh) anualmente. Na próxima seção, vamos examinar a disponibilidade de recursos eólicos e quanta eletricidade as turbinas eólicas podem produzir realmente.

Recursos eólicos e fatores econômicos

Em uma escala global, as turbinas eólicas geram atualmente tanta eletricidade quanto 8 grandes usinas nucleares. Isso inclui não somente as turbinas de escala de geração pública, mas também as pequenas turbinas que geram eletricidade para casas ou negócios individuais (às vezes, usadas em conjunto com fontes de energia solar fotovoltaica). Uma pequena turbina com capacidade de 10 kW pode gerar até 16 mil kWh por ano, sendo que uma típica residência americana consome cerca de 10 mil kWh anuais.
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Fotos cedidas por NREL (à esquerda) e stock.xchng
Turbina eólica residencial (à esquerda) e turbina eólica em escala de geração pública
Quantos Watts?
  • Watt (W) - capacidade de geração de eletricidade

    1 megawatt (MW, 1 milhão de watts) de energia eólica pode produzir de 2,4 a 3 milhões de quilowatt-hora de eletricidade em um ano.

  • Quilowatt-hora (kWh): um quilowatt (kW, 1 mil watts) de eletricidade gerada ou consumida em uma hora.

    Veja Como funciona a eletricidade para aprender mais. 

Uma grande turbina eólica típica pode gerar até 1,8 MW de eletricidade ou 5,2 milhões de kWh anualmente, sob condições ideais, o suficiente para energizar quase 600 residências. Ainda assim, as usinas nucleares e de carvão podem produzir eletricidade mais barato do que as turbinas eólicas. Então, usar energia eólica para quê? As duas maiores razões para usar o vento para gerar eletricidade são as mais óbvias: a energia do vento é limpa e renovável. Ela não libera gases nocivos como CO2 e óxidos de nitrogênio na atmosfera como faz o carvão (veja Como funciona o aquecimento global) e não corremos, tão cedo, o risco de uma escassez de ventos. Também existe a independência associada à energia eólica, já que qualquer país pode gerá-la em casa sem necessidade de recorrer a importações. E uma turbina eólica pode trazer eletricidade para áreas remotas não atendidas pela rede elétrica central.

Mas há inconvenientes, também. As turbinas eólicas nem sempre funcionam com 100% da potência, como muitas outras fontes energéticas, já que a velocidade do vento é variável. As turbinas eólicas podem ser barulhentas se você viver próximo a elas, além de serem perigosas para aves e morcegos. Em áreas desérticas de solo compactado existe o risco de erosão da terra se você cavar para instalar as turbinas. Além disso, como o vento é uma fonte de energia relativamente pouco confiável, os operadores de usinas eólicas precisam ter um sistema de reserva com uma pequena quantidade de energia confiável e não-renovável, para as vezes em que a velocidade do vento diminui. Algumas pessoas argumentam que o uso de energia poluente para sustentar a produção de energia limpa anula os benefícios, mas a indústria eólica clama que a quantidade de energia poluente necessária para manter um fornecimento estável de eletricidade em um sistema eólico é insignificante.

Colocando as desvantagens potenciais de lado, os Estados Unidos possuem um bom número de turbinas eólicas instaladas, totalizando mais de 9 mil MW de capacidade de geração em 2006. Essa capacidade gera cerca de 25 bilhões de kWh de eletricidade, o que parece muito, mas na verdade é menos de 1% da energia gerada no país a cada ano. Em 2005, a geração de eletricidade nos EUA se dividia deste modo:

  • carvão: 52%
  • nuclear: 20%
  • gás natural: 16%
  • hidrelétricas: 7%
  • outras (incluindo o vento, biomassa, geotérmica e solar): 5%
Fonte: Associação Americana de Energia Eólica

Atualmente, a geração total de eletricidade nos Estados Unidos está próximo a 3,6 trilhões de kWh a cada ano. O vento tem o potencial de gerar muito mais do que 1% dessa eletricidade. De acordo com a Associação Americana de Energia Eólica, o potencial estimado dessa energia no país é de cerca de 10,8 trilhões de kWh por ano, algo próximo à quantidade de energia em 20 bilhões de barris de petróleo (a produção global anual de petróleo). Para tornar a energia eólica viável em uma determinada área são necessárias velocidades do vento de 11 km/h (3 m/s) para turbinas pequenas e de 22 km/h para grandes turbinas. Essa velocidade do vento é comum nos Estados Unidos, apesar dessa fonte não ser bem aproveitada.

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Quando se trata de turbinas eólicas, a localização é tudo. Saber quanto vento existe em uma área, qual sua velocidade e duração são fatores decisivos fundamentais para a construção de uma fazenda eólica eficiente. A energia cinética do vento aumenta exponencialmente em proporção à sua velocidade, de modo que um pequeno aumento na velocidade do vento representa na verdade um grande aumento do potencial de energia. A regra geral é que, dobrando a velocidade do vento, obtém-se um aumento de oito vezes no potencial de energia. Teoricamente, uma turbina em uma área com velocidade média do vento de 40 km/h irá gerar, na verdade, oito vezes mais eletricidade do que a mesma turbina onde a velocidade média do vento é de 20 km/h. Esse fator é "teórico" porque em condições reais há um limite para a quantidade de energia que uma turbina pode extrair do vento. Ele é chamado de limite de Betz e é de cerca de 59%. Mas um pequeno aumento na velocidade do vento ainda leva a um aumento significativo da geração de energia.

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Foto cedida por General Electric Company
Fazenda eólica de Raheenleagh
Como na maioria das outras áreas de produção de energia, quando se trata de capturar a energia do vento, a eficiência apresenta números significativos. Grupos de grandes turbinas, chamadas fazendas eólicas ou usinas eólicas, representam o uso mais vantajoso em termos econômicos da capacidade de geração de energia eólica. As turbinas eólicas de escala de geração pública mais comuns têm capacidades entre 700 kW e 1,8 MW, e são agrupadas para obter a máxima potência dos recursos eólicos disponíveis. Elas estão localizadas em áreas rurais com alta incidência de vento, e a pequena área da base das TEEHs significa que o uso da terra para a agricultura quase não é afetado. As fazendas eólicas têm capacidades que variam de uns poucos MW a centenas de MW. A maior usina eólica do mundo é a Fazenda Eólica de Raheenleagh, localizada no litoral da Irlanda. Em plena capacidade (atualmente opera com capacidade parcial), ela terá 200 turbinas, uma capacidade de geração nominal de 520 MW, totalizando um custo de cerca de US$ 600 milhões para a construção.

O custo da energia eólica em escala pública foi reduzido drasticamente nas últimas duas décadas devido aos avanços tecnológicos e de projeto na produção e instalação da turbina. No início dos anos 80, a energia eólica custava cerca de US$ 0,30 por kWh. Já em 2006, a energia eólica custava de US$ 0,03 a 0,05 por kWh nas áreas de vento abundante. Quanto maior a regularidade dos ventos em uma determinada área de turbinas, menor o custo da eletricidade gerada pelas mesmas. Em média, o custo da energia eólica é de cerca de US$ 0,04 a 0,10 nos Estados Unidos.

Comparação de custos da energia
Tipo de recurso
Custo médio (centavos de US$ por kWh)
Hidrelétrica
2-5
Nuclear
3-4
Carvão (em inglês)
4-5
Gás natural (em inglês)
4-5
Vento
4-10
Geotérmica (em inglês)
5-8
Biomassa (em inglês)
8-12
Célula combustível a hidrogênio 
10-15
Solar
15-32
Fontes: Associação Americana de Energia Eólica, Wind Blog, Stanford School of Earth Sciences.

Diversas grandes companhias energéticas oferecem programas de "tarifas ecológicas" que permitem que os consumidores paguem mais por kWh para usar energia eólica em vez de energia do "sistema elétrico convencional", que é o resultado de toda a eletricidade produzida na área, renovável e não-renovável. Caso você escolha adquirir energia eólica e more na vizinhança de uma fazenda eólica, a eletricidade que usa em sua casa poderá na verdade ser gerada pelo vento. Com freqüência, o preço mais elevado que você paga se destina a manter o custo da energia eólica, mas a eletricidade que usa em sua casa ainda vem do sistema elétrico. Nos Estados americanos onde o mercado energético foi desregulamentado, os consumidores podem adquirir "eletricidade verde", diretamente de um fornecedor de energia renovável, caso em que a eletricidadeutilizada nas casas definitivamente provém, certamente, do vento ou de outras fontes renováveis.

Implementar um pequeno sistema de turbina eólica para suas próprias necessidades é uma maneira de garantir que a energia que você usa é limpa e renovável. Uma configuração de turbina residencial ou empresarial pode custar algo entre US$ 5 mil a US$ 80 mil. Uma turbina de geração pública custa bem mais. Uma única turbina de 1,8 MW pode custar até US$ 1,5 milhão instalada, e isso não inclui o terreno, linhas de transmissão e outros custos de infra-estrutura associados com o sistema de geração eólica. No total, o custo de uma fazenda eólica está ao redor de US$ 1 mil por kW de capacidade, de modo que uma fazenda eólica com sete turbinas de 1,8 MW custa aproximadamente US$ 12,6 milhões. O tempo de retorno do investimento para uma grande turbina eólica, ou seja, o tempo necessário para gerar eletricidade suficiente para compensar a energia consumida na construção e instalação da turbina, é de cerca de três a oito meses, de acordo com a Associação Americana de Energia Eólica.

Os incentivos governamentais para os produtores de pequena e larga escala contribuem para a viabilidade econômica de um sistema de geração eólica. Alguns dos programas de incentivo incluem: 

  • Crédito do Imposto de Produção: basicamente, os produtores de energia eólica, geralmente empresas, recebem US$ 0,018 (valor de dezembro de 2005) por kWh de energia eólica produzido para distribuição no atacado durante os primeiros 10 anos de funcionamento da fazenda eólica.
  • Medição bidirecional: neste sistema, os produtores individuais e empresas que produzem energia renovável recebem créditos para cada kw/h produzido além de suas necessidades. Quando alguém produz mais eletricidade do que necessita, seu medidor de energia gira ao contrário, enviando aquele excesso de eletricidade para a rede elétrica. Ele recebe créditos pela eletricidade que envia para a rede, que vale como um pagamento pela eletricidade que ele venha a consumir da rede quando sua turbina não puder fornecer energia suficiente para sua casa ou empresa (diversas companhias de energia ignoram esse arranjo, já que elas essencialmente estão comprando a energia eólica do produtor individual a preço de varejo em vez do preço de atacado que pagariam a uma fazenda eólica).
  • Créditos de energia renovável: muitos Estados agora têm cotas de energia renovável para as companhias energéticas, pelas quais essas companhias devem comprar certa porcentagem de sua eletricidade a partir de fontes renováveis. Se alguém com sua própria turbina vive em um Estado que possua o "programa de crédito verde", ele receberá créditos negociáveis para cada megawatt-hora de energia renovável gerada por ele em um ano. Então ele poderá vender esses créditos para as grandes companhias energéticas convencionais que tentam cumprir a cota de energia renovável federal ou estadual.
  • Créditos do imposto de instalação: o governo federal e alguns Estados oferecem créditos fiscais para os custos de instalação de um sistema energético renovável. O Estado de Maryland, por exemplo, oferece para empresas e proprietários de terras um crédito de 25% do custo de aquisição e instalação de uma turbina eólica se o edifício suprido com a energia atender a determinados "critérios ecológicos".
Apesar da energia eólica ainda ser subsidiada pelo governo, ela é atualmente um produto competitivo e, por todos os critérios, pode caminhar por si mesma como uma fonte viável de energia. O Battelle Pacific Northwest Laboratory, um laboratório de ciência e tecnologia do Departamento de Energia dos EUA, estima que a energia eólica sozinha é capaz de suprir 20% da eletricidade do país. A Associação Americana de Energia Eólica coloca esse número em um teórico 100%. Seja qual for a estimativa correta, os Estados Unidos provavelmente não atingirão essas porcentagens tão cedo. A Associação Americana de Energia Eólica avalia que por volta de 2020, o vento fornecerá 6% de toda a eletricidade nos EUA. Embora os Estados Unidos possuam uma das maiores bases instaladas de energia eólica no mundo em termos de potência total em watts, a participação porcentual se encontra bem atrás de outros países desenvolvidos. O Reino Unido possui meta estabelecida de 10% de geração eólica em 2010. A Alemanha gera atualmente 8% de sua energia do vento, enquanto a Espanha 6%. A Dinamarca, líder mundial em consumo de energia limpa, obtém mais de 20% de sua eletricidade do vento.

Para mais informações sobre energia eólica e assuntos relacionados, verifique os links na próxima página.

No Brasil

O potencial eólico brasileiro é de 143,5 GW (GigaWatts), segundo um estudo da Centro de Pesquisa em Energia Elétrica (Cepel) do Ministério de Minas e Energia feito em 2005. O estudo levou em conta geradores de energia eólica de até 50 metros. Com o avanço tecnológico no setor, que permite geradores de até 80 metros atualmente no Brasil, o potencial cresceria mais ou menos 50%. 

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"Quanto mais alto, mais potencial eólico, já que vão diminuindo os problemas com relevo e rugosidade do solo", afirma o pesquisa da Cepel Antônio Leite. 
Esse potencial de 143,5 GW representaria a geração de energia de 146 milhões de residência. Essa conta, no entanto, é só ilustrativa. A energia eólica não é energia firme, ou seja, com fornecimento constante. Assim, sua energia é armazenada em baterias ou trabalha em conjunto com as hidrelétricas, ajudando, por exemplo, no abastecimento dos reservatórios dessas usinas. O potencial instalado no Brasil é atualmente de 247,5 MW (MegaWatts), ou seja, 0,25% dos 99,7 GW gerados no país, segundo dados de dezembro de 2007. A tabela abaixo mostra dados de seis meses antes. 
Usinas Eólicas em Operação
Usina Potência (kW) Município
Eólica de Prainha 10.000 Aquiraz - CE
Eólica de Taíba 5.000 São Gonçalo do Amarante - CE
Eólica-Elétrica Experimental do Morro do Camelinho 1.000 Gouveia - MG
Eólio - Elétrica de Palmas 2.500 Palmas - PR
Eólica de Fernando de Noronha 225 Fernando de Noronha - PE
Mucuripe 2.400 Fortaleza - CE
RN 15 - Rio do Fogo 49.300 Rio do Fogo - RN
Eólica de Bom Jardim 600 Bom Jardim da Serra - SC
Eólica Olinda 225 Olinda - PE
Parque Eólico do Horizonte 4.800 Água Doce - SC
Macau 1.800 Macau - RN
Eólica Água Doce 9.000 Água Doce - SC
Parque Eólico de Osório 50.000 Osório - RS
Parque Eólico Sangradouro 50.000 Osório - RS
Parque Eólico dos Índios 50.000 Osório - RS
Total: 15 Usina(s) Potência Total: 236.850 kW


O crescimento da capacidade instalada no país se deve em grande parte pelos incentivos que o governo federal tem dado para o assunto. O Programa de Incentivo a Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), trata-se de uma linha de crédito prevê financiamento de até 70% do investimento, excluindo apenas bens e serviços importados e a aquisição de terrenos. As condições do financiamento são TJLP mais 2% e até 1,5% de spread de risco ao ano. A carência de seis meses, após a entrada em operação comercial, amortização por dez anos e não-pagamento de juros durante a construção do empreendimento.

sábado 26 maio 2012 17:48 , em Fotos e fatos


Santo Antônio

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História (resumo)  
  Protetor dos pobres, o auxílio na busca de objetos ou pessoas perdidas, o amigo nas causas do coração. Assim é Santo Antônio de Pádua, frei franciscano português, que trocou o conforto de uma abastada família burguesa pela vida religiosa.

Contam os livros que o santo nasceu em Lisboa, em 15 de agosto de 1195, e recebeu no batismo o nome de Fernando. Ele era o único herdeiro de Martinho, nobre pertencente ao clã dos Bulhões y Taveira de Azevedo. Sua infância foi tranqüila, sem maiores emoções, até que resolveu optar pelo hábito. A escolha recaiu sobre a ordem de Santo Agostinho.

Os primeiros oito anos de vida do jovem frei, passados nas cidades de Lisboa e Coimbra, foram dedicados ao estudo. Nesse período, nada escapou a seus olhos:

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  desde os tratados teológicos e científicos às Sagradas Escrituras. Sua cultura geral e religiosa era tamanha que alguns dos colegas não hesitavam em chamá-lo de "Arca do Testamento".

Reservado, Fernando preferia a solidão das bibliotecas e dos oratórios às discussões religiosas. Bem, pelo menos até um grupo de franciscanos cruzar seu caminho. O encontro, por acaso, numa das ruas de Coimbra marcou-o para sempre. Eles eram jovens diferentes, que traziam nos olhos um brilho desconhecido. Seguiam para o Marrocos, na África, onde pretendiam pregar a Palavra de Deus e viver entre os sarracenos.

A experiência costumava ser trágica. E daquela vez não foi diferente. Como a maioria dos antecessores, nenhum dos religiosos retornou com vida. Depois de testemunhar a coragem dos jovens frades, Fernando decidiu entrar para a Ordem Franciscana e adotar o nome de Antônio, numa homenagem à Santo Antão. Disposto a se tornar um mártir, ele partiu para o Marrocos, mas logo após aportar no continente africano, Antônio contraiu uma febre, ficou tão doente que foi obrigado à voltar para a casa. Mais uma vez, os céus lhe reservava novas surpresas. Uma forte tempestade obrigou seu barco a aportar na Sicília, no sul da Itália. Aos poucos, recuperou a saúde e concebeu um novo plano: decidiu participar da assembléia geral da ordem em Assis, em 1221, e deste modo conheceu São Francisco pessoalmente.

É difícil imaginar a emoção de Santo Antônio ao encontrar seu mestre e inspirador, um homem que falava com os bichos e recebeu as chagas do próprio Cristo. Infelizmente, não há registros deste momento tão particular da história do Cristianismo. Sabe-se apenas que os dois santos se aproximaram mais tarde, quando o frei português começou a realizar as primeiras pregações. E que pregações! Santo Antônio era um orador inspirado. Suas pregações eram tão disputadas que chegavam a alterar a rotina das cidades, provocando o fechamento adiantado dos estabelecimento comerciais.

 
   Blog de debemtevi : Dé Bem-Te-Vi, Santo Antônio De pregação em pregação, de povoado em povoado, o santo chegou a Pádua. Lá, converteu um grande número de pessoas com seus atos e suas palavras. Foi para esta cidade que ele pediu que o levassem quando seu estado de saúde piorou, em junho de 1231. Santo Antônio, porém, não resistiu ao esforço e morreu no dia 13, no convento de Santa Maria de Arcella, às portas da cidade que batizou de "casa espiritual". Tinha apenas 36 anos de idade.

O pedido do religioso foi atendido dias depois, com seu enterro na Igreja de Santa Maria Mãe de Deus. Anos depois, seus restos foram transferidos para a enorme basílica, em Pádua. O processo de canonização de frei Antônio encabeça a lista dos mais rápidos de toda a história. Foi aberto meses depois de sua morte, durante o pontificado de Papa Gregório IX, e durou menos de ano.

 
  Graças a sua dedicação aos humildes, Santo Antônio foi eleito pelo povo o protetor dos pobres. Transformou-se num dos filhos mais amados da Igreja, um porto seguro a qual todos – sem exceção – podem recorrer. Uma das tradições mais antigas em sua homenagem é, justamente, a distribuição de pães aos necessitados e àqueles que desejam proteção em suas casas.

Homem de oração, Santo Antônio se tornou santo porque dedicou toda a sua vida para os mais pobres e para o serviço de Deus.

Diversos fatos marcaram a vida deste santo, mas um em especial era a devoção a Maria. Em sua pregação, em sua vida a figura materna de Maria estava presente. Santo Antônio encontrava em Maria além do conforto a inspiração de vida.

O seu culto, que tem sido ao longo dos séculos objeto de grande devoção popular é difundido por todo o mundo através da missionação e miscigenado com outras culturas (nomeadamente Afro-Brasileiras e Indo-Portuguesas).

Santo Antônio torna-se um dos santos de maior devoção de todos os povos e sem dúvida o primeiro português com projeção universal.

De Lisboa ou de Pádua, é por excelência o Santo "milagreiro", "casamenteiro", do "responso" e do Menino Jesus. Padroeiro dos pobres é invocado também para o encontro de objetos perdidos.

Sobre seu túmulo, em Pádua, foi construída a basílica a ele dedicada.

Alguns Milagres:

Santo Antônio é sem dúvida o "Santo dos Milagres". A sua taumaturgia – relação de milagres - iniciada em vida com uma pluralidade de milagres que lhe valeram a canonização em menos de um ano, é, na história da Igreja, a mais vasta e variada.

De Santo "casadoiro" a "restituidor do desaparecido", passando por "livrador" das tentações demoníacas, a Santo Antônio tudo se pede. Citaremos abaixo alguns dos milagres operados por esse santo.

 

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  • Santo Antonio prega aos peixes. Reza a lenda que estando a pregar aos hereges em Rimini, estes não o quiseram escutar e viraram-lhe as costas. Sem desanimar, Santo Antônio vai até à beira da água, onde o rio conflui com o mar, e chama os peixes a escutá-lo, já que os homens não o querem ouvir. Dá-se então o milagre: multidões de peixes aproximam-se com a cabeça fora de água em atitude de escuta. Os hereges ficaram tão impressionados que logo se converteram. Este milagre encontra-se citado por diversos autores, tendo sido mesmo objeto de um sermão do Padre Antônio Vieira que é considerado uma das obras-primas da literatura portuguesa.

 

  • Santo Antônio livra o pai da forca. Tinha havido um crime de morte em Portugal, onde nascera Santo Antônio. Todas as suspeitas do crime recaíam sobre o pai do santo.

Chegou o dia do julgamento. Os juízes estavam reunidos para proferir a sentença condenatória. Assentado ali no banco dos réus, seu pai não podia se defender.

Nesse momento Santo Antônio estava fazendo um sermão 


numa igreja da Itália. Conta-se que, em dado instante, ele interrompeu o sermão e ficou imóvel, como se estivesse dormindo em pé. Durante esse mesmo tempo foi visto na sala do júri, em Portugal, conversando com os juizes. Entre outras coisas, disse-Ihes o santo: Por que tanta precipitação? Posso provar a inocência do meu pai. Venham comigo até o cemitério.


Aceitaram o convite. Frei Antônio mandou abrir a cova do homem assassinado e perguntou ao defunto: "Meu irmão, diga perante todos, se foi meu pai quem matou você".

Para espanto dos juízes e de todos que ali estavam, o defunto abriu a boca e disse devagar, como se estivesse medindo as palavras:


"Não foi Martinho de Bulhões quem me matou". E tornou a calar-se. Estava provada de maneira milagrosa a inocência do seu pai. Mais uma vez a verdade triunfou sobre a


 mentira e a calúnia.

Operou-se aí dois fatos milagrosos, a bilocação, ou ato de uma pessoa estar (por milagre) em dois locais ao mesmo tempo, e o poder de reanimar os mortos.

 

  • Com o Menino Jesus nos braços: Outro milagre, também reportado na crônica do Santo, ocorre já no fim da sua vida e foi contado pelo conde Tiso aos confrades de Santo Antônio após sua morte. Estando o Santo em casa do conde Tiso, em Camposampiero, recolhido num quarto em oração, o conde, curioso, espreita pelas frinchas de uma porta a atitude de Frei Antônio; depara-se então uma cena miraculosa: a Virgem Maria entrega o Menino Jesus nos braços de Santo Antônio. O menino tendo os bracinhos enlaçados ao redor do pescoço do frade conversava com ele amigavelmente, arrebatando-o em doce contemplação. Sentindo-se observado, faz conde Tiso jurar que só contaria o visto após a sua morte.

segunda 21 maio 2012 15:04 , em Fotos e fatos


Historia de NEIMAR

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Porém não tiro os méritos de grandes exemplos de perseverança, como é o caso do Pelé. E falando em Pelé ,chegamos a Neymar, o novo nome do futebol brasileiro, e se depender da comparação feita por Pelé, Neymar,garoto-prodígio do Santos e que já é titular do Peixe com apenas 17 anos, pode esperar um futuro brilhante. Na opinião do Rei do Futebol, o camisa 7 pode ser melhor até do que ele.

- O Neymar mal surgiu e já o comparam com o Robinho e com o Pelé. Eu acho até que ele pode ser melhor que o Robinho e que o Pelé – disse o craque, durante evento no Guarujá, na última terça-feira.

Pelé só pede calma com o menino neste início de carreira. O atacante tem apenas cinco partidas disputadas com acamisa do Peixe e já marcou dois gols.

Vamos torcer para o Neymar não seguir os passos dos fenômenos nas noitadas e mulheradas que a fama e o dinheiro trazem né?

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A  vida em família, os carros luxuosos, as mansões e os contatos milionários do maior esportista brasileiro da atualidade. Neymar é um fenômeno desde cedo, aos 14 anos fez uma espécie de estágio no Real Madrid, na capital espanhola, que também tinha em seu elenco craques como Ronaldo, Robinho e o francês Zidane. A experiência acabaria por transformá-lo em um adolescente milionário.

Para mantê-lo no Brasil, o Santos deu R$ 1 milhão ao jogador, com o dinheiro a família comprou o primeiro imóvel, um apartamento ao lado da Vila Belmiro, em Santos. Aos 15 anos, Neymar ganhava R$10 mil por mês, aos 16 R$25 mil, e aos 17 quando passou a ser titular no time principal do Santos, começaram a surgir os primeiros patrocínios. Agora  como estrela da seleção é também um dos principais garotos-propaganda da TV brasileira.

O salário atual de R$160 mil ainda é baixo perto dos padrões brasileiros como Rogério Ceni: R$300 e Ronaldinho Gaúcho: R$700. A diferença é que nenhum deles consegue atrair tantos patrocinadores quanto Neymar, ele possui contrato com a Nike, Red Bull, Panasonic, Nextel e Tênis Pé Baruel que lhe rendem R$500 mil por mês.

Seu patrimônio é um apartamento tríplex em Santos: R$1,5 milhão, uma casa em um condomínio de luxo no Guarujá: R$4 milhões, Um flat em São Paulo: R$300 mil e um Porche Panamera Turbo: R$300 mil. Aos 19 anos também já é pai, e os novos contratos passam a ser de R$1,5 milhão, para se ter uma parceria de um ano com o jogador. Portanto temos a conclusão de que além de talento dentro de campo, Neymar é uma máquina de fazer dinheiro.

Dados contidos em uma entrevista concedida por Neymar a revista Istoé

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A FAMÍLIA
O craque na infância, ainda sem ousar no penteado; entre a mãe, Nadine,
o pai Neymar e a irmã, Rafaela: sinuca é um dos passatempos.

Neymar é um fenômeno desde cedo. Aos 14 anos, foi fazer uma espécie de estágio no galático time do Real Madrid, na capital espanhola, que tinha no elenco craques como Ronaldo e Robinho e o francês Zidane.

A experiência acabaria por transformá-lo em um adolescente milionário. Sob o risco de perder seu futuro craque, a diretoria do Santos entrou em ação: pagou R$ 1 milhão ao jogador para que ele permanecesse nas categorias de base do clube. “Acertamos o valor e o pai do Neymar ligou para o filho pedindo para ele voltar ao Brasil”, diz Marcelo Teixeira, ex-presidente do Santos. “Fui tachado de louco.” Com o dinheiro, a família comprou o primeiro imóvel, um apartamento ao lado da Vila Belmiro, em Santos – que, dois anos atrás, foi trocado por uma cobertura triplex avaliada em cerca de R$ 1,5 milhão. Quando o jogador ainda não ganhava o suficiente para sustentar a família, ele, o pai, a mãe e a irmã moravam em um cômodo na casa da avó, na periferia de São Vicente. À medida que o adolescente crescia, o nível de vida da família melhorava. Aos 15 anos, Neymar ganhava R$ 10 mil por mês. Aos 16, R$ 25 mil. Aos 17, quando virou titular no time principal do Santos, vieram os primeiros patrocínios. Em abril de 2011, já como estrela da Seleção e um dos principais garotos-propaganda da televisão brasileira, adquiriu, por R$ 4 milhões, uma mansão no condomínio Jardim Acapulco, no Guarujá. 

O salário atual de R$ 160 mil é baixo para os padrões brasileiros – Rogério Ceni, ídolo do São Paulo, recebe R$ 300 mil por mês; Ronaldinho Gaúcho, do Flamengo, R$ 700 mil. A diferença é que nenhum deles é capaz de atrair tantos patrocinadores quanto Neymar, que tem cinco contratos de publicidade vigentes (leia quadro ao lado). Sua imagem e seu potencial são tão fortes que empresas como a Nike querem tê-lo por perto durante muito tempo. O craque recebe cerca de R$ 1 milhão por ano da fabricante de materiais esportivos e o contrato vale até 2022, quando ele terá 30 anos. Detalhe: o valor pode ser multiplicado. Uma cláusula prevê remuneração para títulos conquistados e convocações para a Seleção Brasileira – algo que, convenhamos, deve acontecer com frequência. Se uma empresa quiser desembolsar uma quantia fixa, sem definir prêmios por desempenho, a fatura chega a R$ 1,5 milhão por ano. “Há uma fila de interessados em fazer publicidade com o Neymar”, diz o advogado Lissandro Silva Florêncio, que analisa todos os contratos antes de o jogador assiná-los. “Mas a maioria das propostas é rejeitada por não acrescentar nada à imagem dele.”

O assunto incomoda o pai de Neymar. “Quem sabe eles amadurecem e vão morar juntos.” Na manhã da quarta-feira 22, ele não conseguia parar de falar sobre o jogo que seria disputado horas mais tarde. “Estou mais ansioso que o time inteiro do Santos”, disse em um escritório na zona sul de São Paulo, enquanto atendia um rosário de ligações de amigos, parentes e pessoal do staff do craque. A conquista do título foi também uma realização para ele. Ex-atacante de times pequenos do interior de São Paulo, Neymar pai jamais brilhou nos gramados. “Se você nunca ouviu falar de mim como jogador, é que devo ter sido ruim mesmo.” Sua vida foi difícil. Atleta peregrino (“jogava três meses aqui, quatro meses ali”), teve a carreira abreviada por uma batida de carro, que deslocou sua bacia e quase o impediu de andar de novo. A tragédia poderia ter sido maior. Aos 4 meses, Neymar estava no banco de trás do automóvel, deitado no banco e nem sequer preso pelo cinto de segurança. O bebê rolou para o assoalho, mas não se machucou. “Foi um milagre ele ter saído ileso”, diz o pai. Neymar parece ser realmente um milagre em todos os sentidos. 

Jovem e com uma bagagem de títulos

Temporadas de 2010 e 2011 alavancaram sua carreira.

Ajudou o Santos a se consagrar duas vezes Campeão Paulista (2010/2011).

Ainda em 2010, o segundo título da temporada viria na Copa do Brasil, e Neymar Jr. foi o artilheiro da competição com 11 gols.

Neste mesmo ano no Campeonato Brasileiro Neymar Jr. foi vice-artilheiro com 17 gols.

Em 2011 teve sua conquista de maior expressão até agora. Campeão da Copa Libertadores da América.

  • Campeonato Paulista - 2010 - Santos
  • Copa do Brasil - 2010 - Santos
  • Sul-Americano Sub-20 - 2011 – Seleção Brasileira
  • Campeonato Paulista - 2011 - Santos
  • Copa Libertadores da América - 2011 - Santos
  • Campeonato Paulista 2012

Já na Seleção principal, foi convocado pela
primeira vez em agosto de 2010,
e marcou seu primeiro gol vestindo a
camisa canarinha.
Além do futebol alegre demonstrado em campo,
Neymar Jr. também se destaca pelo bom humor
nas comemorações, protagonizando boa
parte das coreografias que marcaram e marcam
as conquistas do Santos e Seleção Brasileira.
Pelo carisma e pelos resultados, o atacante
virou ídolo nacional.
Agora é esperar e ver todos os
frutos que Neymar Jr. dará para o Brasil.
Com certeza muitos títulos ainda virão.

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segunda 21 maio 2012 14:28 , em Fotos e fatos


OZ POLÊMICOS

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segunda 21 maio 2012 13:27 , em Fotos e fatos


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